Cada mordida conta: a nova oportunidade de crescimento para o Foodservice
As terapias com GLP-1 estão mudando a forma como as pessoas lidam com o apetite, as escolhas alimentares e as rotinas diárias de consumo. Esses medicamentos podem reduzir o apetite, tornar a digestão mais lenta e apoiar a perda de peso, o que significa que alguns consumidores passam a comer porções menores, reduzem o número de ocasiões de consumo ao longo do dia, ou ambos.
Ao mesmo tempo, especialistas clínicos e de nutrição estão cada vez mais focados na necessidade de preservar a massa muscular magra, manter a ingestão adequada de proteínas e evitar lacunas nutricionais durante o tratamento.
Para operadores de foodservice, a questão já não é apenas se os consumidores vão comer menos. O foco está em como criar mais valor quando cada ocasião de consumo se torna cada vez mais intencional.
“Estamos vendo operadores em toda a América Latina reavaliando o que gera valor no cardápio. A oportunidade não está necessariamente em reduzir porções ou oferecer mais proteína, mas em entregar uma melhor experiência envolvendo sabor e nutrição em cada ocasião. Os consumidores estão se tornando mais seletivos, e isso abre espaço para uma nova geração de inovação em cardápios.”
Fernando Munhoz
Foodservice Lead LATAM
O novo desafio do foodservice: fazer cada ocasião valer mais
Durante décadas, o crescimento do foodservice foi frequentemente construído em torno da abundância. Porções maiores, combos, adicionais indulgentes e frequência de consumo tiveram papel importante na geração de valor. Hoje, o GLP-1 está mudando essa equação.
À medida que alguns consumidores sentem redução do apetite, as escolhas alimentares podem se tornar mais criteriosas. Um snack precisa parecer valer a pena. Uma bebida precisa entregar mais do que refrescância. Uma refeição precisa combinar sabor, saciedade e um senso mais claro de benefício.
Isso não significa que os consumidores estejam buscando uma experiência alimentar clínica. Eles ainda querem prazer, conveniência e sabor, mas esperam mais de cada escolha alimentar. Para o foodservice, essa mudança cria novas oportunidades de inovação.
Traduzindo a tendência em soluções de menu
Para capturar essa oportunidade, os operadores podem começar por ocasiões e formatos em que escolhas menores precisam entregar mais valor, combinando nutrição, sabor e execução viável:
Itens com foco em proteína: cafés da manhã, bowls, snacks, panificação, lácteos, carnes e bebidas com melhor teor proteico, sem comprometer sabor, textura ou indulgência.
Bebidas funcionais: cafés, smoothies, refreshers, RTDs e opções de hidratação com proteína, eletrólitos e benefícios funcionais, mantendo equilíbrio sensorial e escalabilidade.
Snacks better-for-you: opções menores e mais satisfatórias, com proteína, fibras, sabor e conveniência, que pareçam desejáveis, não restritivas.
Refeições com maior densidade nutricional: pratos mais leves e completos, com ingredientes ricos em proteína, vegetais, grãos integrais e perfis aprimorados de sódio ou açúcar.
Um exercício para operadores
Uma pergunta simples pode ajudar a identificar oportunidades imediatas: se seus consumidores passassem a comer 20% menos amanhã, quais itens do seu cardápio continuariam sendo percebidos como uma escolha de alto valor?
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Responder a essa questão pode revelar oportunidades de inovação em bebidas, snacks, proteínas, nutrição funcional e experiências de consumo. Fale com nossos especialistas para explorar possibilidades para sua operação.
Sem sabor, não há recompra
Os consumidores podem estar mais focados em nutrição, mas o sabor continua sendo a razão pela qual eles voltam.
É aqui que muitos conceitos com alto teor de proteína ou com foco em wellness falham. Mais proteína pode afetar textura, mouthfeel, liberação de sabor e a experiência geral de consumo. A redução de açúcar ou sódio também pode alterar a experiência se a formulação não for cuidadosamente desenvolvida.
O foodservice precisa de soluções que entreguem nutrição sem comprometer a experiência. Isso exige equilíbrio entre formulação, criatividade culinária, desempenho sensorial e escala operacional.
Segundo Munhoz, “para a Kerry, esse é um espaço natural de apoio aos operadores, pois a empresa reúne expertise em sabor, nutrição, biotecnologia e aplicação culinária para ajudar marcas de foodservice a criar ofertas que entreguem melhor nutrição, forte apelo sensorial e execução consistente”.
Como a Kerry ajuda operadores a vencer
Atender às necessidades de consumidores influenciados pelo GLP-1 exige soluções que conectem insight de consumidor, nutrição, funcionalidade, execução culinária e desempenho de negócio.
“Os operadores estão equilibrando múltiplas prioridades simultaneamente. Eles precisam de inovação em cardápio que apoie as tendências de bem-estar do consumidor, ao mesmo tempo em que seja operacionalmente simples, escalável e comercialmente viável. É aí que as soluções integradas se tornam essenciais.”Fernando Munhoz
Na prática, a Kerry apoia operadores de foodservice a transformar essas mudanças em soluções de menu mais relevantes, viáveis e escaláveis:
Mais valor por ocasião: conceitos premium e com maior densidade nutricional para proteger o ticket em ocasiões menores.
Nutrição sem abrir mão do sabor: soluções para proteína, ingredientes funcionais, redução de açúcar ou sódio e clean label com desempenho sensorial consistente.
Bebidas e indulgência better-for-you: plataformas funcionais, hidratantes e indulgentes que combinam benefícios nutricionais com prazer e conveniência.
Execução mais simples e rápida: conceitos de cardápio consistentes, escaláveis e mais ágeis para chegar ao mercado.
Como a Nutrição Sustentável faz parte dessa mudança
O GLP-1 é um exemplo claro de uma transformação mais ampla na alimentação. À medida que os consumidores buscam mais valor nutricional em cada ocasião de consumo, cresce a importância de soluções que conciliem nutrição, sabor, conveniência e acessibilidade, pilares da visão de Nutrição Sustentável da Kerry.
Para o foodservice, essa evolução representa uma oportunidade de inovar em linha com as novas expectativas dos consumidores e construir crescimento sustentável de longo prazo. Para entender melhor o impacto dessa tendência no comportamento de consumo, leia também: GLP-1: impacto nutricional e influência nas escolhas de consumo.
O que os operadores devem fazer agora
À medida que as mudanças de comportamento do consumidor acontecem, a oportunidade vai se tornando mais clara.
A adaptação não precisa acontecer de forma radical. Um bom ponto de partida é identificar ocasiões em que os consumidores buscam mais valor, como café da manhã, bebidas, snacks ou refeições mais leves. A partir daí, a oportunidade está em desenvolver conceitos que combinem bem quatro elementos:
Sabor
Nutrição
Experiência
Viabilidade operacional
Os operadores que começarem agora estarão mais bem posicionados para liderar a próxima geração de inovação em foodservice na América Latina.
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